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Chapecoense perde para o Cruzeiro e afunda na zona de rebaixamento

10/09/2017 às 22h18
Atualizada em 12/09/2017 - 18h39

A Série B começa a assustar o torcedor da Chapecoense após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, na Arena Condá, neste domingo. Com o tropeço, o terceiro seguido no Campeonato Brasileiro, a Chape estaciona nos 25 pontos, cai para a 18ª posição e vê adversários diretos na luta contra o rebaixamento se distanciarem. Na próxima rodada o Verdão visita o Grêmio, dia 17, às 16h. 

— Esse time não vai para lugar nenhum — disse um torcedor, após a partida. 

Precisando da vitória para sair da zona de rebaixamento, a Chapecoense começou pressionado o Cruzeiro. Arthur Caíke recebeu um cruzamento na área, mas errou o alvo. Em outra bola levantada na área, Túlio de Melo acertou o alvo. O goleiro Fábio fez uma defesa sensacional. Assim como faria depois, em chute de fora da área de Wellington Paulista. 

O Cruzeiro explorava os contra-ataques. Diogo Barbosa foi lançado dentro da área e Jandrei saiu rápido para fazer a defesa. Arrascaeta também levava perigo. Aos 45 minutos do primeiro tempo, Rafinha recebeu na área, cortou para o meio e chutou. A bola desviou na zaga e entrou, colocando o time visitante em vantagem.

A noite em Chapecó ficou ainda mais escura. Na sala de imprensa da Ala Sul chegou a ter queda de luz. Afinal, com a derrota parcial, o time catarinense colocava os dois pés na zona de rebaixamento, caíndo para a 18ª posição.

"É um vacilo, desatenção, não dá para tomar um gol desses", lamentou o  atacante Túlio de Melo na saída para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, Túlio de Melo voltou a lamentar com menos de um minuto. Não pelo cruzamento de Wellington Paulista, que foi primoroso. Nem por sua cabeçada, que foi no canto. Mas pela agilidade de Fábio, que pulou como um gato para mandar a bola para escanteio.

Aos 17 minutos, o atacante voltou a lamentar, assim como quase todo o estádio. Num contra-ataque, Raniel conseguiu ampliar o placar, quase sem ângulo. Com os 2 a 0 a torcida chegou a gritar: "Vergonha, vergonha".

No entanto, aos 71 minutos, voltou a apoiar o time, gritando "Vamos, vamos Chape", na tradicional homenagem às vítimas do acidente aéreo da Colômbia. Se na arquibancada já tinha torcedor desistindo, no campo os jogadores da Chapecoense seguiam lutando. Wellington Paulista tentou de cabeça, mas Fábio, sempre ele, fez a defesa. Apodi tentou de fora da área e, na tentativa de tirar do goleiro, mandou para fora.

De tanto insistir, o gol saiu. Canteros cobrou bem falta na área e Túlio de Melo fuzilou de cabeça. Pena que faltava pouco tempo para a partida terminar. A derrota deixa a equipe em situação complicada, pois terá que fazer 20 pontos em 15 jogos para chegar aos 45 previstos para escapar da degola. O técnico Vinícius Eutrópio, que não comandou o time pois estava suspenso, está na corda bamba.

Fonte: Diário Catarinense



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