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Docentes do Campus Palmas são nomeadas para assumir IFC em Abelardo Luz

Nomeações ocorrem a partir de determinação do Ministério da Educação (MEC), após o afastamento de servidores do campus abelardense por suposta ligação com o MST.

09/09/2017 às 09h33
Atualizada em 12/09/2017 - 18h40

Foram publicadas na edição desta sexta-feira (8) do Diário Oficial da União, as portarias de nomeações das professoras do Campus Palmas do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Ivania Marini Piton e Vania Maria Alves, para os cargos de Diretora e Coordenadora Geral-Pedagógico, respectivamente, do Campus Abelardo Luz do IFC (Instituto Federal Catarinense).

As nomeações ocorrem a partir de determinação do Ministério da Educação (MEC), após o afastamento de servidores do campus abelardense por suposta ligação com o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). As docentes ocuparão interinamente as funções administrativas na unidade abelardense enquanto a ordem judicial estiver vigente.

Professora Ivania Marini Piton é graduada em Pedagogia pelas Faculdades de Filosofia Ciências e Letras de Palmas (1989), especialista em Pedagogia/Supervisão Escolar, pela FEARPE (Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe) de Caçador/SC (1990), Mestre em Educação e Ensino de Professores pelas Faculdades Integradas Católicas de Palmas (2000) e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2004).

Além da atividade docente, foi diretora do Departamento de Educação de Palmas entre 2005 e 2006, Reitora do Centro Universitário Católico do Sudoeste do Paraná (Unics) entre 2007 e 2010 e Diretora-Geral do IFPR Palmas entre 2011 e 2014.

Com graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Vânia Maria Alves é Mestre em Educação pelo Unics (2002) e Doutora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC – 2008). Entre 2008 e 2010, ocupou a Vice-Reitoria geral e a Pró-Reitora de Ensino de Graduação do Unics.

Entenda o caso:

Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o Campus Abelardo Luz estaria sendo controlado por membros do MST e que todas as decisões seriam tomadas por suas  lideranças, além da  intensa imposição de ideologia política dentro do Instituto, inclusive com a elaboração de documentos pedagógicos. Além disso, os  professores estariam sofrendo assédio e perseguição ideológica quanto aos conteúdos ministrados em sala de aula. Outra denúncia é que foi criado um curso de Pedagogia com o intuito de inserir membros do movimento social como professores, mesmo com candidatos aprovados em concurso anterior, ainda vigente, e aguardando nomeação. O processo tramita na 1ª Vara da Justiça Federal de Chapecó.

No dia 22 de agosto, o IFC publicou Nota informando procedimentos a serem adotados após o afastamento dos servidores. Dentre as medidas, já anunciava a nomeação de dois servidores IFPR Palmas, para assumir as funções administrativas na unidade abelardense no período em que a ordem judicial estiver vigente. O afastamento do diretor e do coordenador foi publicado na edição do Diário Oficial da União do dia 23 de agosto.

Já na última segunda-feira (04), foi publicada portaria de exoneração dos dois dos cargos comissionados que ocupavam na instituição de ensino abelardense e na quarta-feira (06), a reitora do IFC, Sônia Regina de Souza Fernandes, designou uma Comissão Processante que deverá apurar a conduta e eventual responsabilização de servidores públicos que atuavam no Campus Abelardo Luz. Dois servidores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e um do IFC terão 60 dias para apurar os fatos relatados no processo.

Fonte: Portal RBJ



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